quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Bratislava e Budapeste II

Entrada do Castelo de Bratislava, Vitor Vicente, Fevereiro de 2013

Primeiro, à falta de bilheteiras, incluíndo a bilheteira humana que dá pelo nome de motorista, não pagaram para vir do aeroporto até à estação de comboios da cidade. Depois, já perdidos na paisagem a preto (da noite) e branco (da neve), pagaram os olhos da cara (digo, da cara de turista) para que o táxi os levasse da estação de comboios até ao hotel.
É esta a praxe dos Gringos de Inverno. Andar ao sabor dos ventos de Leste, sem que nada nem ninguém senão eles encontrem um sentido nisso.
Porque existem Gringos de Inverno e de Verão. Existem Gringos de todos os tipos, em todos os Trópicos quando uns estão no mundo dos outros. Existem, enfim, Gringos para todas as estações do ano.
Mas não me cabe aqui enumerar Gringos e Estações. Cabe-me, sim, concentrar na estação que, durante dois dias, deu guarida aos supraditos Gringos. 
Eis a estação: Bratislava.
Bratislava, a capital da Eslováquia, tantas vezes esquecida, tantas vezes confundida com a Eslovénia. Bratislava, a cidade catita que ninguém visita, por ter como vizinhas Viena e Praga.
Enquanto Viena e Praga ficam repletas de turistas, aqui os Gringos de Inverno habitam Bratislava. Onde são capazes de subir até ao Castelo e passear junto do Danúbio. Devidamente abastecidos a canecas de cerveja nativa e filetes de queijo.
Ainda que a arrastar-se, atabalhoados, também deambulam pelo city centre lá do sítio. E a neve sempre a descer do céu e a subir à altura dos joelhos dos Gringos. 
Bratislava não é para todos. Logo, não é para os tolos. É mais talhada para os bravos. Bravo, Bratislava! Bravo, Gringos de Inverno!

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