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domingo, 18 de dezembro de 2011
Viagística X
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Vitor Vicente
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Viagística
sábado, 17 de dezembro de 2011
Diáspora de Dublin X
La Fitness - Dublin, Vitor Vicente, Julho de 2010
Last night, I left the Pub after the third pint...a fim de, esta manhã, cumprir a segunda sessão semanal de Spin.
Confesso: custa-me comungar através dos copos com os outros corpos. Chegar às outras almas, sei de antemão que não consigo, que jamais serei capaz; pela simples razão de que a noite é um baile de corpos de que esvaziaram o espírito.
Não, não me tornei anti-noite. Agrada-me a "petit-mort" que se e só se pode experimentar à luz de néons. Contudo, não aceito que a noite me comprometa o dia seguinte. Por isso - e, como estas micro-revoluções não se fazem sozinhos, também por me encontrar na Irlanda - começo a noite cedo.
E cedo levanto no dia seguinte. No caso do Sábado para a sessão de Spin. Onde, calado e às pedaladas, entro em comunhão com os outros corpos que, como eu, montam bicicletas para abater os abdominais.
Amanhã, Domingo - para quem não for tomado pela febre de Sábado à noite - amanhã há mais.
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Vitor Vicente
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16:04
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Diáspora de Dublin
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Diáspora de Dublin IX
Goa - Mercado da Cidade Velha, Vitor Vicente, Dezembro de 2011
A Índia, ainda. Já não enquanto pátria propriamente dita. Antes enquanto pátria transmutada no que trouxemos dentro de nós e reencontramos no quotidiano.
Primeiro, e principalmente, os pedintes. Dá vontade de lhes dar pontapés, de atirá-los da ponte, às águas frias do rio Liffey. Toda a gente soube - mesmo os que, como eu, não têm televisão em casa - do documentário sobre os pedintes que fazem turnos para se ajoelharem numa ponte ou perto de um ATM de Dublin.
Mas essa é a realidade da rua. Que conhecemos na do condição de transeuntes, de deambulantes armados e alimentados até aos dentes. Ao chegar a casa, ao sentir o conforto nos cumprimentar na cara, lembramo-nos do quanto e do quando nos lamuriámos por esse dia ter sido mais uma cópia de todos os outros dias. Porém, passámos a saber que são cópias a cores, que onde víamos cinzento e chuva, vemos agora abundância e arco-íris.
Assim nos ofusca a nossa aparente opulência.
Até que, já semi-adormecidos, deparamos com um, dois, dez, uma data de indianos. Paramos e perguntamo-nos: que fazem aqui? Como se fossem personagens. Como se fossem pertença de um filme e se tivessem evadido do ecran.
Assustados, acordamos. Nunca estamos preparados para que ponham à prova a nossa tolerância.
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Vitor Vicente
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Diáspora de Dublin
sábado, 10 de dezembro de 2011
Lições da Índia - Anti-Semitismo
Agra - Taj Mahal, Vitor Vicente, Novembro de 2011
O mundo do turismo não é um outro mundo. Antes a continuação do quotidiano, meio que virado às avessas para Inglês não ver e rei se crer.
Muita da "visão prática" do turista é anti-semita. Basta pensar que o - chamemos-lhe assim - circuito judaico jamais é apresentado ou patrocinado por algum "agente alheio". Também é certo que não é próprio do Judaísmo a preocupação em popularizar os seus lugares de culto ou até a sua cultura. Mas ainda não é menos certo que pouca gente se interessa por Israel e pelas Judiarias dessas Diáspora fora. Na verdade, as pessoas (podia dizer turistas) só tendem a interessar-se pelo que lhe pôem à frente dos olhos - e as restantes realidades, repugnadas, afastam com as costas da mão. Por aí se vê que o turismo não é propriamente diferente da conduta comum do dia-à-dia.
Existem preconceitos contra todas as etnias e religiões. Não escapam Hindus, Muçulmanos e Budistas. Ao mesmo tempo, existe toda uma falange de fascinados que confude os Hindus com o Gandhi multiplicado por mil, que adorava assistir a uma dança do ventre na Mesquita da esquina e que pensa que cada Templo no Tibete está repleto de túnicas andantes que transmitem paz e tranquilidade.
Judeus? Alguns acham que já nem existem. Outro não, não gostam. Diriam: "Têm o dinheiro que eu não tenho. Que já é pouco e não me chega mais do que para ir de férias à Turquia comprar tapetes lá pra casa...".
A instantânea e ténue tolerância dos turistas não é para todos.
P.S. - A fotografia dispensa legendas. Mas não dispensa lembrar que este Blog não é islãomofóbico.
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Vitor Vicente
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18:25
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Lições da Índia
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