domingo, 27 de novembro de 2011

Ir à Índia IV


Nem houve lugar a divagar sobre outros lugares, nem a variações sobre velhas viagens. A ida à Índia tomou-me todo o meu tempo. Tomará também o tempo deste blog. 

P.S. Houve Haaretz. Haverá também o "report" das horas intercaladas entre Israel e Índia.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Que horas são em Haaretz? IV

Detector de Metais à entrada do Bairro Judeu - Jerusalém, Vitor Vicente, Setembro de 2011

Cheguei há bocado da gala de apresentação de "Israeli Film Days", no Filmbase, no centro de Dublin. Gala, diga-se desde já,  sabotada. Pelo circo do costume.
Logo à entrada, uma manifestação de pró-palestinianos entretinha-se a insultar todo aquele que entrasse no evento e a entoar cânticos de libertação de Gaza. Diante deles, o corpo policial fazia o que podia para conter os ânimos.
Antes de descer à sala de cinema, os espectadores tinham de se sujeitar a um detector de metais. Como se fossem apanhar um avião. Ao que isto já chegou: ter que passar um detectar de metais só para poder assistir a um filme!
Assim que começou a sessão solene de abertura, ouviram-se vivas à Palestina ou bocas anti-semitas. Já não eram os protestantes lá fora (que, debaixo de chuva, continuavam). Antes um infiltrado na plateia.  Durante os discursos do embaixador de Israel e da organização, também houve lugar a interrupções por parte de mais infiltrados. Alguns deles tinham até papéis para cuspir as palavras que conseguissem cuspir naqueles breves segundos em que os seguranças os punham lá fora (ao lado dos outros protestantes que, debaixo de chuva, continuavam).
Voltarei a este tema. Mais tarde. Prometo. Com menos tensão e mais tempo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Viagística IX

Ventoinha no quarto de hotel - Buenos Aires, Vitor Vicente, Fevereiro de 2010

O dia da partida? Deixa ver. Quando, pela primeira vez, pensámos que havia mais realidade para além da rotina.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ir à Índia III


"Passports are on my pockets", eis a sms que enviei aos meus amigos, assim que saí da embaixada da Índia. Em vez de sms, podía chamar de "text". Não gosto de usar a palavra "text". Parece-me uma palavra para aplicar a algo mais literário, mais inspirado. Mas no caso foi uma sms inspirada - logo, um "text".
Tenho ainda os passaportes em minha posse. Estão em cima da mesa de cabeceira. Curioso, abro-os. Comparo-os.
Atento, antes de mais, ao passaporte-ele-próprio. Faço visto grossa, por agora, aos carimbos. O passaporte francês não tem retratos de escritores, nem de figuras proeminentes. Nas folhas podem-se ver as regiões da França. Seria dificil eleger o par de escritores franceses. Pergunto-me: quem seriam os Camões e os Pessoas? Montaigne? Diderot? Voltaire? Sartre? Sade, quem sabe?
Passemos então aos esperados carimbos. Ambos os meus amigos, como bons franceses, têm o carimbo das Maurícias. O outro carimbo comum foi obtido na Jordânia. De resto, um deles não tem mais nenhum e o outro tem carimbos que cheguem para uma colecção. Em comum comigo, contudo, só o Brasil.
Segue-se a Índia, senhoras e senhores, de hoje a oito dias.
 

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