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domingo, 27 de novembro de 2011

Ir à Índia IV


Nem houve lugar a divagar sobre outros lugares, nem a variações sobre velhas viagens. A ida à Índia tomou-me todo o meu tempo. Tomará também o tempo deste blog. 

P.S. Houve Haaretz. Haverá também o "report" das horas intercaladas entre Israel e Índia.

sábado, 19 de novembro de 2011

Ir à Índia III


"Passports are on my pockets", eis a sms que enviei aos meus amigos, assim que saí da embaixada da Índia. Em vez de sms, podía chamar de "text". Não gosto de usar a palavra "text". Parece-me uma palavra para aplicar a algo mais literário, mais inspirado. Mas no caso foi uma sms inspirada - logo, um "text".
Tenho ainda os passaportes em minha posse. Estão em cima da mesa de cabeceira. Curioso, abro-os. Comparo-os.
Atento, antes de mais, ao passaporte-ele-próprio. Faço visto grossa, por agora, aos carimbos. O passaporte francês não tem retratos de escritores, nem de figuras proeminentes. Nas folhas podem-se ver as regiões da França. Seria dificil eleger o par de escritores franceses. Pergunto-me: quem seriam os Camões e os Pessoas? Montaigne? Diderot? Voltaire? Sartre? Sade, quem sabe?
Passemos então aos esperados carimbos. Ambos os meus amigos, como bons franceses, têm o carimbo das Maurícias. O outro carimbo comum foi obtido na Jordânia. De resto, um deles não tem mais nenhum e o outro tem carimbos que cheguem para uma colecção. Em comum comigo, contudo, só o Brasil.
Segue-se a Índia, senhoras e senhores, de hoje a oito dias.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ir à Índia II



Ter que tirar o visto transforma toda a ideia da viagem. Não só quando o visto é tirado à queima-roupa, à chegada ao aeroporto. Sobretudo, quando o temos que tirar, com antecedência, antes ainda de apanhar o avião. Aí, a adrenalia sobe.
Sobe-nos o sangue. A embaixada surge-nos como o nosso primeiro passo nesse país que, embora dado o primeiro passo, não pisámos - ainda. O passo dado não é mais do que um passo falso.
Tiradas as medidas, medidas as intenções, lá nos darão o visto de entrada. Para nos lembrar que existem fronteiras, de facto e gravata. O pessoal da embaixada parece meio parado no tempo, ou saído de uma novela de Franz Kafka. 
No tempo de Kafka, ser aceite pela alfândega americana significava abrir a porta da terra dos sonhos. Há cinco séculos, na Pérola do Atlântico, partia-se para descobrir Índias. Eu  vou atrás da ventura dos meus antepassados. Já só sei ir em frente via revivalismo revitalizado.  

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Ir à Índia I


Falta mais ou menos um mês para ir à Índia. Irei com dois amigos. Estranho. É a primeira vez que viajo com mais de uma pessoa. Na verdade, já viajei  com os meus pais. Mas não conta para a estatísica, nem para esbater esta estranha forma de viagem. Considero os meus pais uma só pessoa. Mais, considero os meus pais o meu país. Operação tão simples como trocar os pontos aos is.
A Índia é o país exótico por excelência. Comparamos à Índia tudo o que seja misterioso, místico, tudo o que tenha traga como uma aura ou que se cubra com uma leve névoa. Como se na Índia todas as ilusões fossem possíveis pelo simples motivo de sucederem na Índia.
Simples, sim. Certamente mais simples que as nossas Índias interiores. Índias isoladas como uma ilha. Índias insondáveis, intransmíssiveis.
 

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